Verdades e Mentiras
Em breve, talvez este mês, haverá a Audiência Pública, decisiva para nossos destinos e do Litoral Norte de São Paulo.
O IBAMA decidirá depois:
1. Se emite a Licença Prévia para a Petrobrás prosseguir com o projeto da UTG Unidade de Tratamento de Gas ) em Caraguatatuba, ou
2. Nega a Licença Prévia e a Petrobrás vai procurar outro local, por exemplo, Cubatão.
A opção ecologicamente correta é a segunda, por muitos motivos sócio-ambientais
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA RIMA) apresentado dia 20 de Abril em São Sebastião, não tem avaliações confiáveis dos impactos reais e potenciais no Litoral Norte de São Paulo, como se pode perceber, a partir de sua leitura, acessível por:
www.boicucanga.com.br/welcometobrazil/impactos.html
A pretendida UTG de Caraguatatuba seria o dobro da que opera em Cubatão, a obra mais parecida, com emissões de mais de 5 toneladas por dia de Gases do Efeito Estufa (ver dados abaixo) , que causam todas as doenças cardiorrespiratórias e outras, além de chuva ácida e varios impactos negativos.
A região da Serra do Mar escolhida em Caraguatatuba, é a mesma que sofreu a maior catástrofe, há 40 anos, com dezenas de deslizamentos e milhares de mortes. A construção de um túnel, de 5 km, aumentaria os riscos de outros escorregamentos de encostas de mata atlântica e afetaria a drenagem dos mananciais, geraria explosões de pedras, desnescessárias em Cubatão, onde a Petrobras já tem o dominio da faixa de servidão e o impacto já é fato há mais de 40 anos.
Os ventos de Norte, Nordeste e Noroeste levariam a poluição atmosférica para São Sebastião(menos de 25 km ao Norte de Maresias), Ilha Bela(20 km), Bertioga. Os ventos de Sul, Sudeste e Sudoeste devem levar os gases para Ubatuba, Paraty, podendo chegar até a baia de Angra dos Reis e se dispersar em Sepetiba, RJ.
Haveria enormes desequilíbrios na fauna e flora, do Parque Estadual da Serra do Mar, a 1 km do local pretendido, que dificulta a dispersão dos gases no vento Leste, o mais frequente.
Uma das maiores distorções de avaliação é que haveria aquecimento no comercio local, por que nós vivemos em função do turismo e eco-turismo, que deverão ser reduzidos drasticamente, por causa da poluição atmosférica, no mar e visual, além do trânsito e outros danos.
Divulgar que haverá geração de empregos é uma grande demagogia, já que os empregados dessas obras são quase todos de fora, enquanto o atual número de vagas de emprego no turismo deve cair vertiginosamente. Na construção, menos de 1 meses a propria Petrobras estima ter 750 empregados trabalhando, de total responsabilidade do consorcio vencedor (Queiroz Galvão/CamargoCorrea). Depois haverá apenas 75 operadores da Petrobras, por turno, ou seja 150 empregados, já contratados.
Essa propaganda enganosa, de geração de emprego, tem sido a principal causa para o aumento do fluxo migratório de desempregados de todo o Brasil. Em seguida vem o aumento na taxa de desemprego, favelização, invasão das unidades de conservação, violência, filas, queda na qualidade dos serviços públicos...
Os ``royalties``a serem arrecadados pelas prefeituras, segundo estudo da Unicamp, são estimados em 13 mil Reais por mês para São Sebastião, Ilha Bela, Ubatuba e 430 mil Reais, por mês para Caraguatatuba: irrisórios diante da queda do turismo e da pesca.
Alternativas:
A ventilação das estimadas 5 toneladas por dia de gases tóxicos, seria muito mais eficaz em qualquer outra cidade do Planalto, do que em qualquer praia, por causa da Serra do Mar. E de todas as praias, a que oferece a maior instabilidade da encosta e pior ventilação é exatamente Caraguatatuba, por ser a Serra mais perpendicular ao Leste, de onde vem o vento mais freqüente. No estudo das alternativas, Cubatão teria o menor impacto ambiental, por que já existem as outras obras semelhantes e as estruturas de apoio logístico, acessos mais fáceis para carros e dutos e faixas de servidão da praia até a metrópole, onde é a maior demanda de combustível. A desculpa da Petrobras para não ser em Cubatão, apesar de ter sido a primeira hipótese estudada, é de que não há área para a UTG a ser instalada. Não existe 5 mil m2 em Cubatão? É só um campo de futebol.
Conclusões
O Litoral Norte não é o local ideal para uma usina de tratamento de gás e outros empreendimentos da indústria petroquímica e poluidores, que poderiam vir em seguida. O Rima, comprado pela Petrobras tem várias erros técnicos e de avaliações e sua tese é geograficamente inconcebível.
Propostas
Vamos denunciar a verdade, antes que seja tarde, para prevalecer o bom senso.
Vamos assinar e divulgar essa petição:
Abaixo-assinado
Vamos pedir que as entidades de interesses coletivos se posicionem publicamente.Vamos fazer pesquisas de opinião para provar o que quer a maioria mais atingida.
Vamos mobilizar os amigos do Litoral Norte para organizarmos uma manifestação na Audiência Pública, que poderá ser marcada para Maio, ou Junho de 2007 Reunião
Vamos votar e divulgar as enquetes sobre a obra, que esta nos sites:
www.welcometobrazil.com.br
www.boicucanga.com.br/enquetes.html
www.boicucanga.com.br
Vamos entrar na Justiça, se for preciso.
www.zemauro.com.br
Sobre as emissões de gases, os dados do Eia-rima (Quadro 2.8 - UTGCA) informam que serão emitidos, só pelo "Flare" em operação contínua numa vazão de 217.055 m3/h - à temp de 640º C ( em regime de emergência a vazão se eleva para 350.952 m3 / h) , e para o primeiro caso as emissões serão: (Oxido de Nitrogênio) NOx - 72,51 g / seg ; (Monóxido de Carbono) CO - 405, 44 g / seg e (Hidrocarbonetos Totais) HC - 151,28 g / seg. Se somados resultam em 629, 23 g / seg . Mutliplicados por hora, resultam 226,8 kg / hora. multiplicados por 24 horas, resulta 5.543,2 Kg / dia . 5,5 ton / dia. CQD.