26/04/2007 08:22

Diretor esclarece preenchimento de vagas na Base de Gás
O consórcio formado pelas empreiteiras Queiroz Galvão/Andrade Gutierrez/Iesa é que vai definir a forma de contratação dos operários que irão trabalhar na construção da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, já popularmente conhecida como Base de Gás de Caraguatatuba.

O contrato da licitação foi assinado no último dia 13 e a Petrobras ainda vai se reunir com o consórcio para detalhar como será a composição da equipe de trabalho. As informações foram dadas ontem pelo executivo Ailton Antonio Guedes, gerente do Ativo de Movimentação e Tratamento de Gás da UN-BS - Unidade de Negócio de Exploração e Produção da Bacia de Santos. Contudo, ele garantiu que a estatal já pediu ao consórcio para direcionar as vagas para a mão-de-obra local, respeitando-se a compatibilidade com as especializações exigidas para o empreendimento.

Ailton Guedes explicou que normalmente nas construções das unidades de processamento, mais da metade dos trabalhadores utilizados desempenham funções onde é exigida a especialização para o cargo e citou como exemplo as vagas de eletricistas, soldadores e instrumentistas voltadas para o setor. “Habitualmente as construtoras já têm esses trabalhadores em seus cargos que são deslocados para a obra e, após o trabalho, são novamente remanejados para outros serviços em outras cidades”, afirmou.

O diretor da Petrobras ressaltou que a utilização da mão-de-obra local se dará com mais ênfase no pico da construção, onde são requeridos trabalhadores sem necessidade de especialização. O emprego da mão de obra vai variar também de acordo com o andamento dos trabalhos em direção a São Sebastião e a Taubaté.

Essa variação é explicada em virtude de a Petrobras considerar as três fases terrestres do empreendimento que são a ligação do duto que vem da Plataforma e que vai da praia até a unidade, o gasoduto que sobe a serra até a interligação em Taubaté e o duto que transportará o condensado C5 de Caraguá até o Tebar, em São Sebastião.

No pico da obra, no final de 2008, todas as fases do empreendimento deverão estar empregando aproximadamente duas mil pessoas. “Isso não quer dizer, portanto, que será sempre esse número. Nos primeiros seis meses da obra, por exemplo, não há necessidade de tantos operários já que são realizados basicamente somente trabalhos de terraplanagem e estaqueamento”, esclareceu.

A partir do início da operação da UTGC, em 2009, a Petrobras prevê um total aproximado de 150 pessoas trabalhando internamente na unidade. Como a base de gás vai funcionar 24 horas por dia, o trabalho será em turnos e estima-se que cerca de 70 trabalhadores estarão no local ao mesmo tempo.

Do total de funcionários que irão operar a unidade de processamento, de acordo Guedes, 80% serão do quadro próprio da estatal e já estão admitidos, após terem sido aprovados no último concurso público realizado no ano passado.
“Para cada emprego direto, estimamos que serão gerados mais de dois a três indiretos. São integrantes das estruturas de suporte como transportes de material e de carga, refeições, manutenção e jardinagem, por exemplo”, afirmou o diretor.

Para os interessados em futuros empregos na Base de Gás de Caraguatatuba, Ailton Guedes recordou que o Governo Federal criou o Promimp, exatamente para qualificar a mão-de-obra que pode ser utilizado “no grande volume de investimentos previstos pela Petrobras em todo o país, nos próximos anos.

O primeiro ciclo de inscrições em local mais próximo da nossa região é para Santos e deve ser aberto agora em junho. Os interessados podem obter todas as informações necessárias à inscrição no site www.promimp.com.br.


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