|
O consórcio formado pelas empreiteiras Queiroz
Galvão/Andrade Gutierrez/Iesa é que vai definir a forma de contratação dos
operários que irão trabalhar na construção da Unidade de Tratamento de Gás
Monteiro Lobato, já popularmente conhecida como Base de Gás de
Caraguatatuba.
O contrato da licitação foi assinado no último dia
13 e a Petrobras ainda vai se reunir com o consórcio para detalhar como
será a composição da equipe de trabalho. As informações foram dadas ontem
pelo executivo Ailton Antonio Guedes, gerente do Ativo de Movimentação e
Tratamento de Gás da UN-BS - Unidade de Negócio de Exploração e Produção
da Bacia de Santos. Contudo, ele garantiu que a estatal já pediu ao
consórcio para direcionar as vagas para a mão-de-obra local,
respeitando-se a compatibilidade com as especializações exigidas para o
empreendimento.
Ailton Guedes explicou que normalmente nas
construções das unidades de processamento, mais da metade dos
trabalhadores utilizados desempenham funções onde é exigida a
especialização para o cargo e citou como exemplo as vagas de eletricistas,
soldadores e instrumentistas voltadas para o setor. “Habitualmente as
construtoras já têm esses trabalhadores em seus cargos que são deslocados
para a obra e, após o trabalho, são novamente remanejados para outros
serviços em outras cidades”, afirmou.
O diretor da Petrobras
ressaltou que a utilização da mão-de-obra local se dará com mais ênfase no
pico da construção, onde são requeridos trabalhadores sem necessidade de
especialização. O emprego da mão de obra vai variar também de acordo com o
andamento dos trabalhos em direção a São Sebastião e a
Taubaté.
Essa variação é explicada em virtude de a Petrobras
considerar as três fases terrestres do empreendimento que são a ligação do
duto que vem da Plataforma e que vai da praia até a unidade, o gasoduto
que sobe a serra até a interligação em Taubaté e o duto que transportará o
condensado C5 de Caraguá até o Tebar, em São Sebastião.
No pico da
obra, no final de 2008, todas as fases do empreendimento deverão estar
empregando aproximadamente duas mil pessoas. “Isso não quer dizer,
portanto, que será sempre esse número. Nos primeiros seis meses da obra,
por exemplo, não há necessidade de tantos operários já que são realizados
basicamente somente trabalhos de terraplanagem e estaqueamento”,
esclareceu.
A partir do início da operação da UTGC, em 2009, a
Petrobras prevê um total aproximado de 150 pessoas trabalhando
internamente na unidade. Como a base de gás vai funcionar 24 horas por
dia, o trabalho será em turnos e estima-se que cerca de 70 trabalhadores
estarão no local ao mesmo tempo.
Do total de funcionários que irão
operar a unidade de processamento, de acordo Guedes, 80% serão do quadro
próprio da estatal e já estão admitidos, após terem sido aprovados no
último concurso público realizado no ano passado. “Para cada emprego
direto, estimamos que serão gerados mais de dois a três indiretos. São
integrantes das estruturas de suporte como transportes de material e de
carga, refeições, manutenção e jardinagem, por exemplo”, afirmou o
diretor.
Para os interessados em futuros empregos na Base de Gás de
Caraguatatuba, Ailton Guedes recordou que o Governo Federal criou o
Promimp, exatamente para qualificar a mão-de-obra que pode ser utilizado
“no grande volume de investimentos previstos pela Petrobras em todo o
país, nos próximos anos.
O primeiro ciclo de inscrições em local
mais próximo da nossa região é para Santos e deve ser aberto agora em
junho. Os interessados podem obter todas as informações necessárias à
inscrição no site www.promimp.com.br.
|