Catástrofe de 1967 um episódio que deixou a cidade em estado de emergência e centenas de mortos, após o deslizamento do morro da serra do mar, enchentes, além da destruição das últimas construções históricas existentes no município.
ESTABILIDADE DAS ENCOSTAS SERRANAS TROPICAIS
Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos

Pretendo protocolar a exigência de ampliação do estudo e controle.
Protocolei questionamento por ocasião da primeira audiência que não me foi respondido, segue abaixo:
Pedido de revisão do EIA/RIMA- UTGCA
Processo nº 02001.005437/2005-78
Assunto: Emissão de gases poluentes.
A presença de benzeno na UTGCA foi negada na audiência pública.
A RPBC recebe em sua base de gás o condensado proveniente do Campo de Merluza. Este condensado (na RPBC) tem em sua composição 2% de benzeno. Na UTGCA também terá separação de condensado que será enviado para São Sebastião.
Na tocha teremos queima de gás natural e de outros compostos inerentes ao processo. A reação gera subprodutos como o formol e o ozônio, e como toda queima não é perfeita também emitirá substâncias presentes no gás natural como o benzeno.
Na tabela estão relacionados os poluentes emitidos na queima do gás natural
e os danos à saúde.

Emissões gasosasDanos à Saúde HumanaDióxido de Carbono (CO2)Não é tóxico, portanto não causa danos à saúde humana diretamente, mas por ser um gás de efeito estufa, o principal responsável pelo Aquecimento Global do Planeta, afetará de modo indireto a vida de pessoas, regiões, países e continentes. Monóxido de Carbono (CO)É um poluente tóxico, pois afeta a capacidade do sangue de transportar Oxigênio. Este composto reage com a hemoglobina no sangue, obtendo-se como resultado a "carboxihemoglobina" (COHb). A afinidade da hemoglobina pelo CO é 210 vezes maior que pelo Oxigênio. Cerca de 5% de carboxihemoglobina no sangue provoca alterações no funcionamento do miocárdio. Em geral, o efeito do CO sobre a saúde humana depende da percentagem de carboxihemoglobina formada e do tempo de exposição ao CO.Óxidos de Nitrogênio (NOx)Alguns estudos indicam que os óxidos de Nitrogênio aumentam a suscetibilidade a infecções bacterianas nos pulmões. A exposição por longo tempo em concentrações de 1 ppm provoca irritação dos alvéolos pulmonares com sintomas semelhantes ao enfisema pulmonar. Estudos das áreas de medicina, toxicologia e farmacologia, que nos últimos treze anos têm revelado que o óxido nítrico (NO), que é um radical livre, está envolvido em diversas condições patológicas, como impotência masculina, diabete, supressão da imunidade, hipertensão, câncer, desordens de memória e aprendizado, anorexia, asma, processos alérgicos e inflamatórios, problemas cardíacos, entre outros. Um dado importante é que as quantidades de óxido nítrico envolvidas em diversos processos biológicos são extremamente pequenas e, por isso, o importante papel deste gás ter sido elucidado apenas recentemente. A exposição ao óxido nítrico causa diarréias em crianças e, em longo prazo, diminui a resistência a doenças, fazendo com que a pessoa fique indefesa contra doenças infecciosas como tuberculose e hanseníase, entre muitas outras. Óxidos de Enxofre (SOx)São altamente solúveis e por isso são absorvidos pelo sistema respiratório superior. Concentrações de 1 ppm provocam constrições no sistema respiratório (brônquios). Os asmáticos apresentam estes sintomas em concentrações muito menores, na faixa de 0,25 a 0,50 ppm. Em altas concentrações de SOx e de particulados o efeito verificado é 3 a 4 vezes maior.Ozônio (O3)Constitui um irritante severo dos olhos, nariz e garganta. Para concentrações de Ozônio de 0,01 ppm ocorre irritação dos olhos; concentrações de 2,0 ppm provocam tosse severa. Vários estudos epidemiológicos evidenciam a existência de uma relação qualitativa entre o nível de oxidantes no ar acima de 0,1 ppm e sintomas em crianças e jovens, tais como irritação da garganta, tosse e dor de cabeça. Exposições prolongadas a baixos níveis por tempo prolongado provocam um decréscimo na função pulmonar.Material ParticuladoA deposição de particulados em diferentes partes do sistema respiratório depende das suas dimensões. Assim, a deposição na região traqueobronquial e pulmonar é típica de partículas menores que 10 mm, sendo elas as de efeito mais adverso à saúde humana. Além disso, os particulados podem concentrar em sua superfície outras substâncias tóxicas como o SOx, arsênico, selênio, etc. A conjugação de altas concentrações de particulados com períodos de exposição prolongados provocam o aumento da mortalidade.Compostos Orgânicos  Voláteis (COV`s)É um conjunto de substâncias orgânicas que incluem: hidrocarbonetos (alcanos, alquenos e aromáticos), oxigenadores (álcoois, aldeídos, cetonas, éteres) e espécies que contêm alógeno (por exemplo o metilclorofórmio e o tricloroetano). Alguns COV`s provocam irritações de olhos e de pele, tosse, etc. Outros, como o benzeno e o butadieno são cancerígenos e provocam leucemia. Para o benzeno e o benzopireno não é possível estabelecer níveis de exposição sem afetações à saúde. Estes compostos são considerados cancerígenos genotóxicos, já que afetam o material genético das células (DNA).Informações confirmadas em várias fontes como, por exemplo, na EPA - Environmental Protection Agency.
De acordo com nossa Legislação e a OMS, não há limite seguro de exposição ao benzeno para o ser humano. Para estes casos a NR15-anexo 13A orienta a implementação de adequações tecnológicas já existentes, mais caras, mas que reduzem muito e até eliminam emissões de benzeno (indiretamente também outros poluentes). Também prevê o monitoramento das emissões para avaliação e vigilância.
A Petrobrás tem uma imagem de segurança e tecnologia muito boa perante a sociedade. Agora, quanto ao meio ambiente e a saúde de seus trabalhadores e da população, ela poderia inovar, estando na vanguarda com o uso destas tecnologias e do monitoramento da emissão de vapores de sua tocha, com envio de dados em tempo real para a internet. A exemplo de cidades pelo mundo que monitoram emissões de benzeno e outros poluentes disponibilizando para os cidadãos. Seria um ótimo indicador de eco eficiência.
Minha indagação é com relação à emissão do benzeno e demais gases tóxicos; quais e em que quantidade e se apesar de alegarem estar dentro da atual legislação, vão agir preventivamente e investir em seu controle e monitoramento? Haverá alguma medida compensatória ao meio ambiente?
Estou estudando alguns pontos como: foi dito que a presença do gás ozônio é reação indireta e portanto assim como o aldeído não foi incluso nos estudos. Ocorre que o limite de ozônio é legislado, teria de ser estudado sim!. O aldeído é outro poluente importante como pode ver nesse importante estudo sobre o aumento de sua concentração na atmosfera do Rio de Janeiro por emissões veiculares. www.faperj.br/versao-impressao.phtml?obj_id=2329 <http://www.faperj.br/versao-impressao.phtml?obj_id=2329>. Sobre o benzeno foi dito que não está presente, estou estudando este assunto, pois ele é cancerígeno em qualquer quantidade e seus familiares aromáticos também o são. São substâncias naturalmente encontradas nos combustíveis de origem fóssil.
Murilo Ribas d' Ávila de Almeida.
Operador no TEBAR São Sebastião.
Membro da CIPA.
Bacharel em Química.

Emissões de Gases Tóxicos (UTG)