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Luciane Teixeira Representantes de Ongs, biólogos, associações e colônias de pescadores, se reunirão em maio com o objetivo de discutir os impactos marinhos da instalação da base de gás, em Caraguatatuba no próximo ano.
Será construída uma plataforma a 140 quilômetros da costa no campo de Mexilhão. Ela estará numa lâmina d’água de 170 metros e será interligada na base de gás em terra, por meio de um gasoduto com 30 polegadas de diâmetro. Esse duto passará nas proximidades da ilha Vitória, que pertence ao município de Ilhabela. Durante a implantação desse gasoduto, a pesca ficará restrita próxima ao local onde serão instalados os tubos. Num raio de circunferência de 500 metros da plataforma de exploração, será proibida a pesca por medida de segurança. A distância, segundo o diretor de Agricultura e Pesca de Caraguatatuba, César Bisetto, é uma norma prevista na legislação federal. No traçado do duto, também será proibida a pesca de arrasto de fundo, em que são colocadas redes no fundo do mar para buscar os peixes. “Eu conheço o projeto de instalação da base na íntegra e posso garantir que não haverá impacto nenhum na pesca artesanal. Na área em que as pessoas estiverem trabalhando, terá um recuo de 500 metros no entorno do navio”, disse o diretor de Agricultura de Pesca de Caraguatatuba. “O navio que faz a colocação dos tubos vai ao mesmo tempo enterrando os mesmos. É um navio dinâmico, alugado pela Petrobrás, que opera rapidamente enterrando os tubos”, complementou Bisetto. Segundo ele, as características da obra poderá até trazer benefícios à vida marinha. “Depois de enterrados, eles formarão em volta do tubo uma espécie de viveiro para a pesca”, disse ele sugerindo que serviria como alimento para peixes e iscas aos pescadores. O trabalho da Petrobrás começa em agosto de 2008 e a colocação de cada trecho dos tubos, dura em torno de dois a três meses. “O que não poderá ser feito é pescar perto do navio. São 12 quilômetros de extensão de costa e, se for interditado um quilômetro a cada colocação, ainda restará muita área de costeira”, declarou Bisetto. O secretário de Meio Ambiente de Caraguatatuba, Auraci Manzano, disse que a pesca artesanal poderá ser prejudicada na instalação do gasoduto, plataforma, unidade de tratamento de gás. “Mas depois da implantação será enterrado. Se realmente tiver algum impacto, os pescadores devem reivindicar auxílio para a empresa”, concluiu o secretário. Em maio, ainda sem data definida, Ongs e convidados estarão reunidos com representantes da Petrobrás para discutir o detalhamento em relação ao Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA). “Vamos verificar os impactos no trecho enterrado do duto na parte continental e na fauna marinha”, disse o biólogo e coordenador da Ong Instituto Onda Verde, de Caraguatatuba, Paulo André. O presidente da Associação de pescadores do Camaroeiro, em Caraguatatuba, Benedito Nascimento, confirmou que haverá uma reunião no próximo dia 7 de maio com as colônias de pescadores de Caraguatatuba e Ilhabela. “Acho que não prejudica a pesca não, porque o duto será enterrado a partir de 70 metros de profundidade. |